Bom dia !! Demorei bastante, mas consegui pensar em alguma coisa pra escrever. Depois dessa crise de criatividade (a melhor maneira de curar é ficar sem escrever) resolvi postar sobre o que ocupou meu tempo durante esse hiato: MÚSICA. Novidade nenhuma. Bom, pelo menos pra mim foi o tempo certo para me apaixonar por mais cantores e viajar em suas canções inspiradoras. Nessa nova “sessão” do piece mostrarei as 5 coisas que mais me chamaram atenção. Aqui vai os 5 melhores discos que eu escutei nesse ano … so far :
5
A contora paulistana Tiê classifica seu segundo álbum A coruja e o Coração como “pop country” e o diferencia do seu primeiro cd Sweet Jardim, que o chama de folk. Na verdade eu ainda acredito que esse segundo trabalho continue sendo folk, mas se ela diz … De cara, a faixa que mais chama atenção em todo cd é a regravação de Você Não Vale Nada do Calcinha Preta (nunca imaginei que fosse mencionar isso aqui) em um tom bem castelhano, muito criativo. Um jogada de marketing à la Maria Gadu, que também transformou uma música ridícula em um som apreciável. Contudo, faixas como Na Varanda da Liz fazem homenagem a sua primeira filha Liz. Pra alegrar Meu Dia lembra bastante a melodia da música It’s not Fair da Lily Allen. Enfim, letras inteligentes e boas músicas pra escutar enquanto ler um livro (pelo menos foi isso que eu fiz … =])
4
Raphael Saadiq, nasceu Charles Ray em Oakland, Califórnia. Ele é conhecido pelo som vintage no melhor estilo R&B anos 70 e 80. Raphael lançou recentemente seu 5º álbum Stone Rollin’ que ficou na lista dos 10 + vendidos do iTunes. Em minha opinião o melhor álbum é The Way I See It , que ocupa a 4º posição na minha lista. Músicas como Sure Hope You Mean It e 100 Yard Dash me fazem acreditar que ainda existe salvação para música contemporânea, mas que o público infelizmente desconhece. Sempre tem uma favorita, e a minha é Just One Kiss com a participação da “super mega power” da soul music Joss Stone, que sem dúvida faz diferença em todo álbum. E logo em seguida vem Love That Girl , uma declaração de amor pra uma “garota doce e carinhosa”, é claro que foi depois que eles fizeram amor… rsrsrs. O disco todo é muito bom, escutem
3
Sim, Mayer Howthorne é branco. Talvez esteja estereotipando, assim como aconteceu com a falecida Amy Winehouse, mas ele canta como se fosse um artista negro dos anos 80, no auge da soul music americana. Ele faz parte do blue eyed soul (soul de olhor azuis), fenômeno em que artistas brancos interpretam o estilo antes genuinamente negro. A Strange Arrengement , seu álbum debutante, traz desde canções dançantes da era Motown ao philly soul (estilo romântico que se desenvolveu na Philidelphia). As mais animadinhas são Make her Mine; Maybe So, Maybe No e Just Ain’t Gonna Work Out - a música de trabalho do cd que ele canta num agudo suave e impressionante. E como sempre a minha favorita: Your Easy Lovin’ Ain’t Pleasin’ Nothin’, tem uma batida bem animada e os arranjos que ele faz com a voz, no estilo “música de criança”, muito boa. E também escutem I Wish it Would Rain, a philly soul
2
Depois de fazer barulho e chamar atenção no Gnarls Barkley com a lendária Crazy em 2006, Cee-Lo Green lançou seu terceiro álbum, o aclamadíssimo The Lady killer. Fuck You, ou na versão mais conservadora Forget You , Cee-Lo fala um “Foda-se” sem ser apelativo, é natural misturado ao humor e seriedade da música, no estilo Motown mais evidente, em um dos melhoes álbuns, se não o melhor, de 2010. Depois vem Wildflower, numa batida mais romântica sem deixar o estilo new soul o qual o cd propõe. Se confiarem no meu gosto, pra mim as melhores são Satisfied (“Pelo menos me deixe tentar satisfazê-la”), I Want You (nostalgica que só ela) e It’s Ok (Motown). Recomendo escutarem o cd enquanto viajam de carro (foi o que eu fiz). É muito difícil definir um estilo ao álbum, como a ultra-soul romântica Old Fashioned e a estilo gângster hip-hop Please (tem até barulho de tiros). A proposta do cd de contar a história da “dama assassina” é original e convincente. Recomendo!
1º Lugar
Enfim, o merecido 1º lugar vai para Adele. a britânica de 22 anos já lançou um disco, 19, mas foi com 21 que conquistou o 1º lugar nas paradas de sucesso da Billboard e iTunes, e essa nem a Beyoncé conseguiu tirar. Há meses Adele permanece na primeira posição. Nesse novo álbum, a contora se diz movida a um coração extremamente partido, e dá pra perceber em muitas músicas com um piano (PERFEITO) de fundo, como em Turning Tables, One and Only e Lovesong, que valem a pena serem apreciadas com lenços de papel. Mas a que toca profundamente a cantora e que a faz chorar toda vez que é presentada chama-se Someone Like You, música que fala de um adeus infeliz a um ex-namorado que a deixou por que as coisas “esfriaram”, eles até casaram; ela usa o poder da sua voz em agudos afinadíssimos que mais paressem um choro, na verdade é um choro. As canções se baseiam em fatos reais e pessoas reais, é completamente perceptível a emoção de Adele em cada canção. Bom, mas tem umas animadinhas (se você não prestar atenção nas letras) como Rolling in The Deep, que fez sucesso no Brasil e acabou chegando às radios, a música lounge He Won´t Go e a nervosa Set Fire to The Rain, a minha favorita, na qual ela usa todo o poder da sua voz. Don’t You Remenber merece ser escutada, principalmente pra quem está com “dor de cotovelo”, é um desabafo. Take It All e I’ll Be Waiting tem refrôes que ficam na cabeça. E também a engraçadinha Rumor Has It. A voz suave e rouca que sai quase sem esforço é o que nos faz escutar e viajar em sua música assim como as letras que transmitem paixão na medida certa : exageradamente.
Espero que procurem os álbuns e apreciem uma boa música. Até o próximo post sem demora !!!
Amo Adele!!