Em janeiro, o Brasil experimentou “bastante” o talento de Janelle Monáe. Quando falo bastante, é o que realmente quero dizer. A cantora fez a abertura dos shows de Amy Winehouse enquanto esteve em brevíssima turnê no país. Levando em consideração o fracasso das apresentações da britânica, Monáe conseguiu conquistar mais do que 15 minutos de fama. Com performances únicas e originais, a cantora e bailarina se tornou um dos expoentes do R&B depois de lançar seu primeiro álbum em 2009 chamado Metropolis: Suite I (The Chase). Mas foi em 2010 que se consolidou na cena musical internacional com o aclamadíssimo The ArchAndroid. É difícil classificar o gênero de Monáe, tanto que em 2009 recebeu uma nomeação do Grammy como Melhor Performance Alternativa.
Em “ArchAndroid” Janelle não se mantém fiel a um único gênero. Dance or Die a segunda faixa do álbum traz de cara uma batida futurista finalizada com um “eletro-hip-mambo” que logo se emenda sem pausa a Faster, uma música extremamente dançante. Chega-se então a 3ª e melhor faixa: Locked Inside, também sem pausa. Uma das canções que não nos deixa classificar Janelle, traz uma batita afro-funk e “desritmada” que não sai da cabeça quando se aprende a cantá-la. As teclas de sintetizador dominam Sir Grenndown, que possui um tom mais suave e melancólico.
Outra música que chama atenção é Cold War, que mais se parece um grito de socorro, onde a artista mostra seu potencial, a qual vejo claramente uma participação obrigatória de Cee Lo Green ou Gnarls Barkley. Tightrope, nasceu pra ser a engraçadinha, com letras faladas e participação essencial de Big Boi. Come Alive (The War Of Roses) , que traz rifs pesadíssimos de guitarra, e Mushrooms & Roses com o auge da guitarra elétrica em uma canção densa, digna de Iron Maiden. Neon Valley Street, uma faixa ainda não descoberta traz um som romântico à la Lauryn Hill . O cd, com 18 faixas, é um salada musical ambientada na mente eufemista da compositora, que sem dúvida, fora umas das melhores compilações de 2010, com batitas, ainda que não se encaixem em uma mesma estética, conectadas e consistentes. Logo abaixo algumas das melhores do cd :
Me diz se não parece com I’m Going On do Gnarls Barkley …
Abraços e até mais !!!!