Ai, Ai, Ai … Parece até brincadeira, se bem que “do jeito que tá , pior não fica”. Inclusive, o autor dessa célebre frase foi capa da Época dessa semana. O escândalo começou quando a reportagem da revista acompanhou há algumas semanas o canditado a deputado federal Everardo Oliveira, vulgo Tiririca. O repórter, propositalmente preparou uma entrevista na qual o entrevistado deveria responder algumas perguntas e ao final ler a última pergunta, respondê-la e assiná-la. Nesse momento sua equipe, alvoroçada, interrompeu a entrevista alegando ser a hora do almoço do candidato. Tentando engabelar o repórter, o comediante manda essa ” vamu fechar isso logo”. É perceptível sua aflição ante a situação, tanto que o filho ajuda lendo em voz alta “discretamente”
De acordo com a Constituição, analfabetos não podem ser eleitos. Não é necessário que o canditado possua grau de escolaridade elevado, só que domine, inda que de forma rudimentar, o idioma e consequentemente a escrita. Os motivos da desconfiança não brotaram exclusivamente da reportagem da Época, mas de uma série de acontecimentos cumulativos que estourou recentemente. Alguns colegas do programa Show do Tom da Record, afirmaram que ele não sabe ler nem escrever, para decorar o texto ele utiliza da ajuda da mulher, que repete e ele grava. Outro fato foi a declaração do humorista Ciro Botelho. Ele diz que escreveu o livro As piadas Fantardigas do Tiririca, sozinho e o Tiririca só assinou.
Ontem, uma nota no globo.com foi publicada revelando a decisão do juíz eleitoral Aloísio Sérgio Rezende Silveira sobre a denúncia do MPU a respeito do candidato. O juíz alegou que não há nenhuma causa que possa levar a proibição da candidatura de Francisco “Tiririca” Everardo, levando em consideração o que a constituição diz do grau de escolaridade do condidato. Contudo, a Procuradoria Eleitoral de SP afirma estar averiguando as condições do condidato, se ele realmente sabe ler e escrever.
É uma comédia. Como pode um servidor público com função de elaboração de regimento interno e fiscalização de atos do poder Executivo, não saber ler e escrever ? Não se pede nem que seja inteligente, é só ter um domínio provinciano da língua. E nem isso conseguem! E agora José ?
Adaptado da reportagem de Victor Ferreira http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,15210,00.html.
