Amou e Não Foi Amado

“Sempre solitário entre os homens, volto para casa, para sonhar na solidão e entregar-me à força de minha melancolia” . Sempre que chegava em casa após ter com a jovem Caroline, Napoleão Bonaparte, corria direto a seu diário e despejava todo tipo de sentimento que lhe vinha à tona. “Na verdade, o que faço neste mundo? Já que terei de morrer, não é mais lógico me matar?”, indagava-se o rapaz, sempre que colhia cerejas na casa de campo da jovem e semeava tal acérrimo amor platônico. Caroline, com apenas 16 anos, ao perceber que Napoleão se encontrava caído de amores , utilizou-se da sutil, porém vil , arte feminina da “enrolação” – cá pra nós, é verdade.

É simples. Quando falamos de Napoleão, lembramos de suas consquistas. Mas, como já dizia meu querido avô, “só se conhece um homem por suas conquistas amorosas”. Creio que nesse contexto, não podemos considerar esse ditato ultra-anacrônico utilizado por um velho nordestino, afincado em suas crenças psedo-cangaceiras. Seu vasto domínio territorial, e a capacidade de transformar batalhas perdidas em súbitas vitórias, não se relaciona em nada com sua [má]fama de conquistador.

Napoleão fora promovido a capitão com 23 anos, e bastante elogiado por suas tropas, pela coragem em frante a lutas. Mesmo seu ego sendo inflado pelos reles soldados a sua volta, sentia-se um anão – e era mesmo, só 1,60m – quando o assunto era mulher. Em decorrência da sua promoção, o jovem sentia-se obrigado a unir-se em matrimônio a qualquer mulher que lhe sobreviesse. Se mantivera destinado a nunca mais passar pelos sufocos de amores platônicos e não correspondidos da sua tenra juventude. Em sua lista de pedidos de casamento, se encontravam de até belas moças a sexagenárias. Uma quarentona, deve a audácia de dizer que ele “tinha idade para ser seu filho”.

Teve uma que até poderia aceitar, mas já estava prometida. Bernardine Eugénie Désirée se apaixonou de verdade pelo simpático baixinho, contudo, seu pai, François Clary, já havia concedido sua mão ao irmão de Napoleão. Definitivamente não queria outro Bonaparte na família. Até que enfim, encontrou uma esposa que fosse capaz de atender suas necessidades sociais, como a inserção no convívio elitista da capital francesa.

Josefina de Beauharnais, era viúva, e seis anos mais velha que Napoleão. Tinha dois filhos, e queria garantir conforto dos mesmos com tal casamento. Quando Napoleão estava em batalhas, Josefina não aguentava ficar sozinha e sem seu esposo, inventou então, a desconjuntada desculpa da boa e velha traição. Declarava que seu amante, assim como o esposo, desconhecia a arte do amor, mas diferentemente de Napoleão, a fazia sorrir.

Num dos intervalos de suas batalhas, Napoleão havia combinado de se encontrar com Josefine em Milão. Ao chegar no lugar marcado, Josefine não estava lá. Após infindas horas de espera, ele desmaiou. O homem que havia conquistado -até então- o norte da Itália, desmaira somente porque sua senhora não havia comparecido ao encontro. O que uma mulher não faz.

Convenhamos! Nós homens não viveríamos sem as mulheres no mundo, elas fazem o triplo de coisas em um único momento , as quais fazemos de cada vez. E admito com toda a certeza. Sem levantar qualquer choque entre os sexos, as mulheres abusam dessa precisão. É uma necessidade, e até mesmo um ponto fraco. Napoleão não teve sequer uma mulher que amasse, mas sentiu a necessidade de ter uma ao lado sempre, mesmo que fosse por interesse. Sei que é um sentimento inócuo das mulheres em tirar vantagem dessas precisão masculina pelo sexo oposto , mas não exagera meninas.

Beijos e até o próximo pedaço !

PS : Post pra que não tem preguiça de Ler

4 thoughts on “Amou e Não Foi Amado

  1. “arte feminina da “enrolação” …

    Adorei essa frase, e embora não devesse, concordo com ela.
    E olha, poucas vezes presenciei uma pessoa elogiar e criticar as
    mulheres com tanta classe.
    E o fato assumir a importancia da mulher. Não só como genitora ou
    mera maquina de sexo, mas como ser humano.

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