TOP 5 – ÁLBUNS

Bom dia !! Demorei bastante, mas consegui pensar em alguma coisa pra escrever. Depois dessa crise de criatividade (a melhor maneira de curar é ficar sem escrever) resolvi postar sobre o que ocupou meu tempo durante esse hiato: MÚSICA. Novidade nenhuma. Bom, pelo menos pra mim foi o tempo certo para me apaixonar por mais cantores e viajar em suas canções inspiradoras. Nessa nova “sessão” do piece mostrarei as 5 coisas que mais me chamaram atenção. Aqui vai os 5 melhores discos que eu escutei nesse ano … so far :

5

   A contora paulistana Tiê classifica seu segundo álbum A coruja e o Coração como “pop country” e o diferencia do seu primeiro cd Sweet Jardim, que o chama de folk. Na verdade eu ainda acredito que esse segundo trabalho continue sendo folk, mas se ela diz … De cara, a faixa que mais chama atenção em todo cd é a regravação de Você Não Vale Nada do Calcinha Preta  (nunca imaginei que fosse mencionar isso aqui) em um tom bem castelhano, muito criativo. Um jogada de marketing à la Maria Gadu, que também transformou uma música ridícula em um som apreciável. Contudo,  faixas como Na Varanda da Liz fazem homenagem a sua primeira filha Liz. Pra alegrar Meu Dia lembra bastante a melodia da música It’s not Fair da Lily Allen. Enfim, letras inteligentes e boas músicas pra escutar enquanto ler um livro (pelo menos foi isso que eu fiz … =])

4

 Raphael Saadiq, nasceu Charles Ray em Oakland, Califórnia. Ele é conhecido pelo som vintage no melhor estilo R&B anos 70 e 80. Raphael lançou recentemente seu 5º álbum Stone Rollin’ que ficou na lista dos 10 + vendidos do iTunes. Em minha opinião o melhor álbum é The Way I See It , que ocupa a 4º posição na minha lista. Músicas como Sure Hope You Mean It e 100 Yard Dash me fazem acreditar que ainda existe salvação para música contemporânea, mas que o público infelizmente desconhece. Sempre tem uma favorita, e a minha é Just One Kiss com a participação da “super mega power” da soul music Joss Stone, que sem dúvida faz diferença em todo álbum. E logo em seguida vem Love That Girl , uma declaração de amor pra uma “garota doce e carinhosa”, é claro que foi depois que eles fizeram amor… rsrsrs. O disco todo é muito bom, escutem 

3

Sim, Mayer Howthorne é branco. Talvez esteja estereotipando, assim como aconteceu com a falecida Amy Winehouse, mas ele canta como se fosse um artista negro dos anos 80, no auge da soul music americana. Ele faz parte do blue eyed soul (soul de olhor azuis), fenômeno em que artistas brancos interpretam o estilo antes genuinamente negro. A Strange Arrengement , seu álbum debutante, traz desde canções dançantes da era Motown  ao philly soul  (estilo romântico que se desenvolveu na Philidelphia). As mais animadinhas são Make her MineMaybe So, Maybe No e Just Ain’t Gonna Work Out - a música de trabalho do cd que ele canta num agudo suave e impressionante. E como sempre a minha favorita: Your Easy Lovin’ Ain’t Pleasin’ Nothin’, tem uma batida bem animada e os arranjos que ele faz com a voz, no estilo “música de criança”, muito boa. E também escutem I Wish it Would Rain, a philly soul

2

 Depois de fazer barulho e chamar atenção no Gnarls Barkley com a lendária Crazy em 2006, Cee-Lo Green lançou seu terceiro álbum, o aclamadíssimo The Lady killer. Fuck You, ou na versão mais conservadora Forget You , Cee-Lo fala um “Foda-se” sem ser apelativo, é natural misturado ao humor e seriedade da música, no estilo Motown mais evidente, em um dos melhoes álbuns, se não o melhor, de 2010. Depois vem Wildflower, numa batida mais romântica sem deixar o estilo new soul o qual o cd propõe. Se confiarem no meu gosto, pra mim as melhores são  Satisfied (“Pelo menos me deixe tentar satisfazê-la”), I Want You (nostalgica que só ela) e It’s Ok (Motown). Recomendo escutarem o cd enquanto viajam de carro (foi o que eu fiz). É muito difícil definir um estilo ao álbum, como a ultra-soul romântica Old Fashioned e a estilo gângster hip-hop Please (tem até barulho de tiros). A proposta do cd de contar a história da “dama assassina” é original e convincente. Recomendo!

1º Lugar 

 

Enfim, o merecido 1º lugar vai para Adele. a britânica de 22 anos já lançou um disco, 19, mas foi com 21 que conquistou o 1º lugar nas paradas de sucesso da Billboard e iTunes, e essa nem a Beyoncé conseguiu tirar. Há meses Adele permanece na primeira posição. Nesse novo álbum, a contora se diz movida a um coração extremamente partido, e dá pra perceber em muitas músicas com um piano (PERFEITO) de fundo, como em Turning Tables, One and Only e Lovesong, que valem a pena serem apreciadas com lenços de papel. Mas a que toca profundamente a cantora e que a faz chorar toda vez que é presentada chama-se Someone Like You, música que fala de um adeus infeliz a um ex-namorado que a deixou por que as coisas “esfriaram”, eles até casaram; ela usa o poder da sua voz em agudos afinadíssimos que mais paressem um choro, na verdade é um choro. As canções se baseiam em fatos reais e pessoas reais, é completamente perceptível a emoção de Adele em cada canção. Bom, mas tem umas animadinhas (se você não prestar atenção nas letras) como Rolling in The Deep, que fez sucesso no Brasil e acabou chegando às radios,  a música lounge He Won´t Go  e a nervosa Set Fire to The Rain, a minha favorita, na qual ela usa todo o poder da sua voz. Don’t You Remenber merece ser escutada, principalmente pra quem está com “dor de cotovelo”, é um desabafo. Take It All e I’ll Be Waiting tem refrôes que ficam na cabeça. E também a engraçadinha Rumor Has It. A voz suave e rouca que sai quase sem esforço é o que nos faz escutar e viajar em sua música assim como as  letras que transmitem paixão na medida certa : exageradamente.

Espero que procurem os álbuns e apreciem uma boa música. Até o próximo post sem demora !!!

 

 

Orgulho e Preconceito

 Título Original : Pride & Prejudice

Direção: Joe Wright

Gênero: Romance

Lançamento: 2005

Atores: Keira Knightley, Matthew MacFadyen, Judi Dench, Donald Sutherland, Brenda Blethyn

A começar pelo título, Orgulho & Preconceito, o filme inspirado no livro homônimo da escritora britânica Jane Austen, exala romantismo. Recebeu quatro indicações ao Oscar, incluindo melhor atriz. Logo no início do filme, a câmera espetacular de Joe Wright invade o mundo dos Bennet, uma família tradicional da inglaterra do final do século XVIII, que possui preocupações atemporais e dão à trama um ar universal. Ora, qual mãe, seja hoje ou há 300 anos atrás, que tenha criado cinco filhas descentemente que não viveria atordoada “arranjando” o futuro destas cinco senhoritas? Entretanto, a preocupação da Sra. Bennet (Brenda Blethyn) não é que as filhas saiam de casa, e sim que elas sejam salvas. Lembre-se o romance se passa em 1797, transição entre o período georgiano e vitoriano na Inglaterra, ou seja, a sociedade não havia mudado por completo. Não existia nenhum filho do sexo masculino a quem o espólio da família seria destinado. Elas precisavam se casar e rápido!

A segunda filha, Elisabeth Bennet (Keira Knightley) é uma mulher além de seu tempo. Elisabeth tem uma resposta para tudo. Muito decidida e de forte personalidade, protagoniza longos diálogos eletrizantes e apaixonantes. A primeira cena do filme mostra Liz com uma de suas maiores paixões: um livro. Parece simples, mas ao analisar a sociedade nos tempos de Austen, percebe-se um teor de “vanguardismo” quando a autora faz questão de mostrar uma mulher do final do século XVIII lendo um livro ao mesmo tempo que anda ao redor de sua casa, dois gestos caracterizados comuns na trama. Na literatura de 1790 surgia uma escola literária denominada Romantismo. Ao passo que as revoluções burguesas caracterizavam uma mudança relevante na sociedade européia, a literatura também ganhava novas formas. A transformação desta arte em mercadoria, popularizou os livros até que chegassem às mãos de Sta. Elizabeth Bennet.

A história das irmãs Bennet muda quando  Sr. Bingley, um jovem solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha. Todas logo se aprontam, inclusive Jane, a mais bela das cinco, que terá de conquistar o coração do rapaz no baile que haverá na cidade. Lizzy não parece muito interessada, na verdade ela nunca foi interessada nesses assuntos e não sonha em casar-se e devotar sua vida de maneira integral a homem nenhum. Liz adota alguns ideais semi-revolucionários, já que as mulheres eram educadas nos princípios de Rousseau:  somente para cuidados domésticos. O filme mostra uma cena de Liz questionando essas características de uma moça “prendada”  (tocar piano, pintar, costurar, ler e até sentar em uma postura correta). Sempre em tom respeitador e intelectual

Sr. Bingley chega ao baile acompanhado de sua irmã, a megera Caroline, e de seu melhor amigo Sr. Darcy (Matthew MacFadyen). A aparição repentina dos três causa um frisson e todos param para comprimentá-los e as primeiras da fila são as Bennet. A “química” acontece entre Jane e Bingley (que não dispensam a saudação formal), porém entre Darcy e Lizzy ocorre uma reação reversa, uma repulsão enfatizada pela recusa de  Darcy ao pedido de Liz para uma dança, outra quebra de paradigmas, já que é sempre o homem que pede a mão de uma senhorita para dançar. Elisabeth deixa bem claro que não se submete a homem algum e que não é igual a nenhuma de suas irmãs.

Enfim a cena dessa bendita dança acontece. É a cena mais linda e mais emocionante do filme , a que provavelmente concedeu as indicações ao oscar. Sr. Darcy finalmente convida Lizzy para dançar, que sem palavras, aceita. A atriz Keira Knigthley conseguiu transmitir as emoções que Jane Austen havia descrito há mais de 200 anos atrás. Impactada com o repentino convite, Liz é desmascarada, não há uma expressão definida em seu rosto: uma mistura de espanto, confusão e … amor? O melhor é o que está por vir: a dança. São 2 minutos e meio  sem parar com a câmera, não há cortes na fotografia; o próprio diretor explica que os atores ensaiaram durante dias para que a cena fosse gravada. De uma música agitada onde as outras Bennet se sacudiam sem parar a uma canção tauciturna e misteriosa, o dois descobrem por meio de um diálogo intenso que se amam, e não conseguem ver mais ninguém no ambiente que se encontram a não ser o outro. Manter dois atores em uma dança meticulosa e um diálogo denso é difícil, contudo, existem mais de 100 figurantes em cena, mantê-los é uma tarefa bem mais complicada. Tarefa essa que o diretor completa com maestria.

Jane Austen nos mostrou em Orgulho e Preconceito, seu romance mais aclamado, a importância do amor. Apesar de Elisabeth ser uma mulher decidida em relação aos casamentos arranjados e até mesmo ao amor, ela se entrega a Sr. Darcy de forma não-convencional, mas se entrega. Ela tenta provar ao contrário durante toda a história e age muito bem ao  desfazer alguns conceitos e  atitudes tolhidas às moças da época. Mas Jane nos prova que amor é uma qualidade inata a qualquer ser humano, independente da ideologia. Um romance “épico”, considerado o segundo mais importante da Inglaterra,  sequer tem um beijo. Até porque não há necessidade. As palavras, os gestos , o olhar, tudo fala mais alto que um beijo que não encontra espaço nessa trama.

Guilherme Moreira Santos

Luz Balão

Tecendo a Manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

João Cabral de Melo Neto

Uma das vantagens do horário de verão é poder observar o nascer do sol. É perceber o quão insignificante esse fenômeno se tornou para todos a minha volta. Enquanto uns pensam, ouvem, continuam na tentativa frustrante de dormir em um ônibus lotado,  eu me ponho quieto e constante a observar a famosa Luz Balão de Cabral de Melo Neto, que me chama a atenção diariamente das mais variadas formas. Casas, árvores, carros, seres inanimados e animados… tudo passa despercebido, apenas “o toldo de um tecido aéreo” prende minha alma irrequieta, adormece meu corpo virulento  e me faz flutuar como em um balão, direto para a luz de origem. Luz essa que só é possível graças ao coser de nós, eternos galos, que entrelaçamos os fios do(a)-manhã na construção da Luz em forma de balão: O Sol

Tecer a manhã e o amanhã, como qual fazem os galos, consiste num trabalho comunitário. Nossas vidas se entrelaçam, isso é inevitável. Não há como lançar um grito sem que eu pegue o grito que um galo lançou e lance esse grito a outro galo. Não há como tecer sozinho. Não há como entender o poema sem completá-lo. O trabalho se inicia cedo, e depende de cada indivíduo para ser bem sucedido. É certo, que independente de nós, a luz “se eleva por si”, mas porque não pensarmos que a fazemos nascer PARA nós? Porque não agimos como se fôssemos os únicos responsáveis pela existência periódica dos fios de luz? E quem disse que não somos? Somos protagonistas nessa trama. Somos os roteiristas, os costureiros. Não é à toa que texto e tecido têm a mesma origem. Este, o entrelaçamento de fios; aquele, o entrelaçamento de palavras.

Sejamos mútuos. Sejamos firmes. Sejamos sonhadores-despertos. Existe alguém a espera do nosso grito, para que o fio de sol seja lançado a outro que o lance a outro e a outro …

O Nascer do Sol - Claude Monet

Guilherme Moreira Santos – Meu poema favorito !

Janelle Monáe

Em janeiro, o Brasil experimentou “bastante” o talento de Janelle Monáe. Quando falo bastante, é o que realmente quero dizer. A cantora fez a abertura dos shows de Amy Winehouse enquanto esteve em brevíssima turnê no país. Levando em consideração o fracasso das apresentações da britânica, Monáe conseguiu conquistar mais do que 15 minutos de fama. Com performances únicas e originais, a cantora e bailarina se tornou um dos expoentes do R&B depois de lançar seu primeiro álbum em 2009 chamado Metropolis: Suite I (The Chase). Mas foi em 2010 que se consolidou na cena musical internacional com o aclamadíssimo The ArchAndroid. É difícil classificar o gênero  de Monáe, tanto que em 2009 recebeu uma nomeação do Grammy como Melhor Performance Alternativa.

Em “ArchAndroid” Janelle não se mantém fiel a um único gênero. Dance or Die a segunda faixa do álbum traz de cara uma batida futurista finalizada com um “eletro-hip-mambo” que logo se emenda sem pausa a Faster, uma música extremamente dançante. Chega-se então a 3ª e melhor faixa: Locked Inside, também sem pausa. Uma das canções que não nos deixa classificar Janelle, traz uma batita afro-funk e “desritmada” que não sai da cabeça quando se aprende a cantá-la. As teclas de sintetizador dominam Sir Grenndown, que possui um tom mais suave e melancólico.

Outra música que chama atenção é Cold War, que mais se parece um grito de socorro, onde a artista mostra seu potencial, a qual vejo claramente uma participação obrigatória de Cee Lo Green ou Gnarls Barkley. Tightrope, nasceu pra ser a  engraçadinha, com letras faladas e participação essencial de Big Boi. Come Alive (The War Of Roses) , que traz rifs pesadíssimos de guitarra, e Mushrooms & Roses com o auge da guitarra elétrica  em uma canção densa, digna de Iron Maiden. Neon Valley Street, uma faixa ainda não descoberta traz um som romântico à la Lauryn Hill . O cd, com 18 faixas, é um salada musical ambientada na mente eufemista da compositora, que sem dúvida, fora umas das melhores compilações de 2010, com batitas, ainda que não se encaixem em uma mesma estética, conectadas e consistentes. Logo abaixo algumas das melhores do cd :

Me diz se não parece com I’m Going On do Gnarls Barkley …

Abraços e até mais !!!!

 

O “Esquenta” do Oscar

Na noite do último domingo, 17, ocorreu a 68ª cerimônia do Golden Globe Awards, em Los Angeles. Para os cinéfilos de plantão é praxe saber que essa premiação diz muito sobre os Academy Awards, o famoso Oscar, o mais cobiçado prêmio da indústria cinematográfica. Como sempre, houveram surpresas, decepções e o que nós já suspeitávamos. Entre os melhores da noite podemos destacar o aclamadíssimo The Social Network de David Fincher com 4 globos ; O independente The Kids are All Right de Lisa Cholodenko;  o “quase-terror” Black Swan e a impecável atuação de Natalie Portman, The King’s Speech de Tom Hooper com a excêntrica Helena Bonham Carter, entre outros.

Não somente ao cinema, a premiação coroa artistas de minisséries, séries de TV, filmes para televisão e demais segmentos, o que não acontece na cerimônia do Oscar. O Globo de Ouro (em sua tradução) é conhecido por mostrar antecipadamente os favoritos à premiação da Academia, em fevereiro, como aconteceu em 2008, por exemplo, com a atriz Kate Winslet, vencedora da categotia Melhor Atriz de Drama- Cinema pelo GGA, que recebeu a estatueta confirmando o que todos já suspeitavam e em 2009 com Sandra Bullock. É o que promete os críticos esse ano em relação à impecável atuação da atriz Natalie Portman em Cisne Negro. Abaixo estão agumas das categorias e dos premiados da cerimônia que homenageou Robert de Niro.

Melhor Filme de Drama

Cisne Negro

O Vencedor

A Origem

O Discurso do Rei

A Rede Social - O merecido prêmio para The Social Network (título original) não foi exatamente uma surpresa. Apesar de não ter tido o sucesso merecido talvez por conta da sua pequena complexidade, todos já ouviram falar do longa sobre a criação do Facebook e da falta de escrúpulos de Mark Zuckerberg, o gênio que “idealizou” o famoso site de relacionamentos. A atuação de Jesse Eisenberg, 27, como Mark, que sequer chegou a conhecê-lo, causou burburinhos na comunidade holliwodiana, assim como o também indicado Andrew Garfield – o novo homem-aranha – que interpretou o brasileiro (enganado) Eduardo Saverin.

Andrew Garfield e Jesse Einseberg, The social Network

Melhor Atriz Dramática- Cinema

Halle Berry – Frankie and Alice

Nicole Kidman – Rabbit Hole

Jennifer Lawrence – Winter’s Bone

Michelle Williams – Blue Valentine

Natalie Portman – Black Swan - Treinada pelo próprio marido, o coreágrafo francês Benjamin Millepied, Portman recebeu o prêmio de uma das categorias mais aguardadas do Gonden Globe. Dirigido por Darren Aronofsky, Cisne Negro é um thriller psicológico com uma temática aparentemente doce : o ballet. O filme dá uma reviravolta tremenda, pois Nina (Natalie) se vê presa numa teia de intrigas e conflitos interiores quando percebe uma concorrência desleal com Lilly (Mila Kunis, indicada a melhor Atriz Coadjuvante). Esse longa “quase-terror’ mostra a psiqué dessa bailarina para conseguir o papel-mor no espetáculo Lago dos Cisnes e atingir a perfeição. Natalie e Kunis protagonizam uma cena de sexo alucinante. Um filme assustadoramente perfeito, com trilha sonora intrigante. Natalie está em seu melhor momento !

Natalie Portman é Nina em Cisne Negro

Melhor Ator Dramático – Cinema

Jesse Eisenberg – A rede Social

James Franco – 127 Horas

Ryan Gosling – Blue Valentine

Mark Walhberg – O Vencedor

Colin Firth – O Discurso do Rei – A atuação brilhante de Colin em The King’s Speech deve-se também a sua companheira de elenco Helena Bonham Carter. O prêmio inquestionável ao ator, serviu como um breve consolo pelo ano de 2009, no qual Colin, concorrendo na mesma categoria, perdeu para Jeff Bridges. O ator interpreta George VI, pai da rainha Elizabeth III, o qual teve de assumir o trono em decorrência da desistência do irmão. Dono de uma gagueira insuportável, o rei procura ajuda de um terapeuta para melhorar seus discursos e ter mais moral para com seus súditos. Uma atuação incrível,  premiado mais por sua longa e exemplar carreira (longe do alcance de James Franco e Ryan Gosling) do que por sua intepretação.

Melhor Diretor – Cinema

Darren Aronofsky – Cisne Negro

Tom Hooper – O Discurso do Rei

Christopher Nolan – A Origem

David O. Russel – O Vencedor

David Fincher – The Social Network – Todos mereciam esse prêmio. É claro que o favoritismo de A Rede Social arrematou essa categoria. Não há muito o que falar sobre Fincher. Dirigiu clássicos como Alien 3 em 1992, Quarto do Pânico em 2002, com Jodie Foster, Zodíaco em 2006 e o Curioso Caso de Benjamin Button 2008, com o qual concorreu ao Globo de Ouro de Melhor Diretor.

Melhor Animação

Meu Malvado Favorito

Como Treinar Seu Dragão

Enrolados

The Illusionist

Toy Story 3 – Disney Pixar – O 5º filme mais visto do mundo arrecadou cerca de 2 bilhões de dólares. Sem dúvida os filmes de desenho estão bem melhores do que os dramáticos, e Toy Story 3 , o melhor de todos, que DEVERIA concorrer a Melhor Filme pelo Academy Awards, e vencer é claro! Apesar de animação, a mensagem do longa é transmitida de forma inteligente, divertida e adulta, deixando algumas crianças confusas. Com maestria na execução, mais uma vez a parceria Disney e Pixar levam o prêmio.

Toy Story 3: um dos melhores filmes do ano

 

Melhor Atriz de Comédia/ Musical – Cinema

Anne Hathaway – Amor e Outras Drogas

Angelina Jolie – O turista

Julianne Moore – Minhas Mães e Meu Pai

Emma Stone – A mentira

Annette Bening – Minhas Mães e Meu Pai – A comédia queridinha dos críticos The Kids are All Right levou duas das três indicações. Annette faz uma mãe lésbica que enfrenta o conflito dos filhos numa busca ao pai biológico. Emma Stone de Easy A provou ter tido uma atuação à altura de Bening, mas no final o que contou foi o conjunto da obra da atriz. O controverso The Tourist, que não se decide em comédia e ação, conseguiu uma vaguinha com a glamurosa angelina. Quam ficou sem vagas foi Red, com um grupo de estrelas, mas nenhum protagonista, aí ficou difícil.

Annette levou pra casa o prêmio de Melhor Atriz de Comédia

Algumas decepções vieram da açucarada e enjoada “Glee”. Jane Lynch, a malvada treinadora já teve seus dias de glória no começo da série, mas a personagem não evoluiu e  como não existia outra concorrente tão boa quanto, não havia como desviar o prêmio de melhor atriz coadjuvante de Série de TV. A mesma categoria para o sexo oposto não estava tão recheada assim, mesmo com os veteranos Eric Stonestreet e David Strathairn, que levou a melhor foi Chris Colfer, também de Glee: nem ele mesmo acreditou. Glee também recebeu o globo de Melhor Série de TV de Comédia pelo segundo ano consecutivo.

 

Jim como Sheldon

Uma surpresa, boa por sinal, foi na categoria de Ator para Série de TV em Comédia: Jim Parsons, o Sheldon de The Big Bang Theory. Sim, a comédia nerd, que demorou bastante pra ser revelada nos “Awards”, faturou sua primeira premiação, e logo no Globo de Ouro. Parsons,que faz o excêntrico e desbocado Sheldon, recebeu o prêmio da vibrante Kaley Cuoco (que se emocionou mais que o próprio Jim), sua colega de elenco no seriado. Outros indubitáveis como Al Pacino, em Melhor Ator de Mini-Serie e filmes para TV, que por sinal estão melhores do que os longas tradicionais, a exemplo a produção do ex-godfather You Don’t Know Jack.

A cerimônia foi apresentada pelo comediante inglês Ricky Gervais, que chamou Bruce willis de “pai de Ashton Kutcher” – atual marido de sua ex-esposa-, entre outras piadas ácidas. O escorregão de Eva Longoria, a gagueira encabulada de andrew Garfild ao apresentar o próprio filme e gafe na homenagem de Robert de Niro, ao esquecerem os filmes Frankenstein e Entrando numa Fria, que ele mesmo fez questão de lembrar. Enfim, uma cerimônia meio que duvidosa, com duas indicações de Burlesque, uma fusão de Chicago e Nine, para melhores músicas.

Esperemos pelo Oscar !


Piece of Cake RETRO !

PARABÉNS AO PIECE OF CAKE !!

 

Eu sei! Eu sei! Já faz uma semana que o Piece of Cake fez seu primeiro aniversário. Mas não custa nada tentar parabenizá-lo : PARABÉNS !!!! Sou muito grato a Deus pela minha vida e pela permanência do piecers durante esse 1 ano de existência. Espero que vocês tenham gostado e se divertido com o blog: com meus escritos e com as besteiras, desabafos e curiosidades (inventei até a Página de Notícias do Piece) que eu, um simples mortal, tentei transmitir ao longo desses 365 dias. Foi um ano de muito aprendizado e moderação. Um ano no qual adquiri maturidade, fiz novos amigos e até me apaixonei !!! Definitivamente um dos melhores que passei até agora. 2009, o ano de criação do blog, foi inesquecível, poir eu tive a maior perda da minha vida, porém, em 2010 ganhei uma nova família (Cleir e João Pedro) que até hoje estão comigo. Nesse ano, conclui o Ensino Médio e me despedi de amigos e colegas que TALVEZ nunca mais voltarei a ver. E pra comemorar o níver do Piece gostaria de fazer uma retrospectiva desse 1 ano que passamos juntos.

Ao Pedaço de Bolo mais gostoso do Mundo, meus PARABÉNS

Bem … tudo começou no dia 09 de dezembro de 2010 às 19: 23 h. Estava de férias, sem nada pra fazer e “fuçando” algumas coisas na web, percebi que vários conhecidos tinham um blog, menos EU. Havia lembrado também que a Tainá, do Coisas de Tai, me deu a idéia de fazer um blog  e escrever qualquer coisa que viesse a minha mente. Então, nesse dia lembrei das sábias palavras da Sra. Saraiva e decidi fazer o blog … ÊÊÊÊÊÊ !!!

  • Foram 3.135 visitas, 80 posts  (muito pouco), 318 comentários, 12 categorias, 2 páginas e 30 tags de muita besteira e descontração;
  • No dia 11 de dezembro de 2009, o Piece recebeu 257 visitas. O dia menos agitado foi – aproximadamente um ano depois – 07 de dezembro de 2010 com apenas 4 visitantes fiéis !!!


Dentre tantos pedaços destaco alguns que me marcaram e acredito que a vocês também :

  1. Sobre a minha mãe: o post _____________ .
  2. Até mostrei minhas fotos Do Fundo do Baú !
  3. Um pouco de arrependimento quando Devia Ter Feito Mais !
  • Até dei uma de  Crítico Musical com os meus posts sobre os cantores (desconhecidos) que eu adoro :
  1. Pete Yorn & Scarlett Johansson com as músicas I am the Cosmos e Search Your Heart : folk da melhor qualidade.
  2. Outra cantora singer/songwritter e folk que também me chamou atenção foi Russian Red, e me senti na obrigação de dedicar um post só pra ela !
  3. A música angelical de Corinne Bailey Rae em seu cd The Sea e  de Ingrid Michaelson com o álbum Be Ok
  4. Falei também de uma bandinha que começava a fazer sucesso o Kings of Leon

 

E pra me mostar (des) entendido de tudo um pouco escrevi uns posts “jornalísticos” e de curiosidades :

  1. Sobre a polêmica eleição do candidato Tiririca no post E Agora José ?
  2. Até descobri que Lampeão era um ótimo estilista com o post Lampeão Fazendo Tricô ? , baseado no livro do jornalista Frederico Pernambucano : Estrelas de Couro.
  3. Lembrei também das aventuras amorosas de Napoleão Bonaparte em Amou e Não Foi Amado
  4. Fiz a cobertura especial da premiação do presidente americano com o post E o Nobel vai para … Obama
  5. Sem esquecer do post que dediquei aos Fragmentos de Ms. Monroe: poemas da diva do cinema americano da década de 50
  6. Escrevi sobre a cena artística vigente em Nova York (meu sonho de consumo) o Site Specific no post Arte por Todos os Lados, ao som de uma musiquinha legal da Lily Allen:

 

Tive alguns momentos de profunda reflexão que culminaram em “pedaços” poéticos :

  1. A brincadeira que deu certo com imagens engraçadas e frases estúpidas  no post Alegrias da Vida
  2. No post Caçador de Tesouros fiz uma reflexão sobre o que procuramos enquanto seres humanos
  3. Para este pedaço dou uma atenção especial. Até agora (eu) não consegui encontrar nada que tenha me arrependido ao escrevê-lo: Esse Sou eu Mesmo ?! . Esse post traz uma auto-análise, ainda que superficial, mas tão linda sobre eu mesmo com fundo musical de Carla Bruni
  4. A melancolia marcou o post Pense Bastante …

 

Enfim, 80 posts não chegam nem perto do que é ter um blog. Mas acho que contribui, primeiramente, para minha vida pessoal e acredito que para alguns também. O fim da década foi extremamente marcante para minha vida e vocês puderam perceber e participar desse crescimento no blog mais gostoso de toda web.

BEIJOS E MUITO OBRIGADO PELA COMPANHIA

Phoenix !

Música legal que não paro de escutar :

Estava aqui pensando em um post legal e escutando essa música. Eu nem coloco a letra porque é absurdamente ININTELIGÍVEL. Sinceramente eu li e reli a história dessa letra, mas por enquanto só continuo gostando da melodia e da voz do ‘carinha’. Daqui a pouco volto com mais novidades !!!!

Com Final Feliz …

Um 2010 com um final feliz. Era um dos meus pensamentos há um ano atrás; diria até que o principal desejo. Posso dizer que o ano ainda não acabou, mas o final está cada vez mais perto e mais feliz ainda. Apesar da saudade que aperta no peito ao deixar o ensino médio para trás, foi um ótimo ano, de semi-realizações, e desejos ainda mais infindos, sonhos ainda maiores e uma esperança que transborda cada vez mais. Não foi daqueles anos marcantes, para um final de década, mas creio que, no meu íntimo, foi o melhor até agora. A família cresceu, não há dúvida disso, e, proporcionalmente, o amor. Problemas … ‘vixe’, aos montes, mas essa felicidade metafísica se sobrepôs a qualquer obstáculo que se apresentou ao londo dos 365 dias desse ano.

Não é fácil se despedir de um ano que representou bastante para sua vida. Um ano que o fez amadurecer; ter experiências avassaladoras e intrigantes. Metade do que desejei, nessa mesma época, se realizou. E, se pelo menos a metade dessa metade se realizasse ano que vem, posso dizer que estou satisfeito. Agora cá pra nós, 2011 será “barra pesada”. Pense : eu não estarei de férias mais, estarei desempregado! Isso não é de rir, estou falando sério. Não terei mais professores bonzinhos e nem uma escola que dá tudo na mão – sem ofenças -, será tudo bem mais difícil.

Amizade

São 16:22, e deveria estar numa tal de “Aula da Saudade”. ‘Ô’ dificuldade! Estou aqui relutando. Brigando com as teclas do computador e comigo mesmo. Porque eu tenho que ir ? Eu já disse que o ano de 2010 está acabando com um final feliz. Será que vou ter que mentir ? É uma despedida muito triste, a final, foram 17 anos dentro de várias escolas, sendo que os três últimos anos (numa escola só), foram de amadurecimento, fortalecimento das amizades e novas amizades. Sim! Novas amizades. Acreditem se quizer. Mas isso eu cretido ao ano de 2010, que me ensinou muito a cultivar relacionamentos saudáveis, a saber valorizar uma amizade e arrancar meu orgulho de vez. Me fez perceber que não sou único no mundo, e que não consigo sozinho.

Deixem-me ir. Estou mais que atrasado. Pra quê ? Pra me despedir dos meus amigos ? Queria que esse momento nunca tivesse chegado. A quem estou enganando? Ai Ai … existirão coisas piores do que isso. Mas o que me consola é saber que 2010 está acabando com classe, elegância e principalmente, muita felicidade.

Pássaros nos Fios

Nessa onda de tentar ser um pouco mais conectado com meu blog, estou postando cada vez mais. Descobri que realmente gosto de escrever ! E sinto que devo seguir a profissão. Cada um tem o seu dom – ainda conquisto o meu – e acho que a criatividade além de dom tem haver com  inteligência e sagacidade, e foi o que aconteceu com o brasileiro Jarbas Agnelli. Ele conseguiu unir elementos simples e espontâneos da natureza à complexidade das notas musicais. Vale a pena conferir Birds on the Wire :

O vídeo foi um dos 25 finalistas da primeira edição da Bienal de Vídeos Crativos do Youtube que aconteceu  em Nova York . Muito interessante, um dos melhores que já vi .

Abraços e até mais !